segunda-feira, 31 de julho de 2017

As prioridades do Estado socialista

Uma das áreas mais importantes da soberania de uma nação é a defesa. 

Após a II Guerra Mundial, o mundo bipolar, a capacidade militar da super-potência EUA e o processo de integração europeia da CEE/UE levaram alguns europeus a crer que a era dos exércitos nacionais estava encerrada e que as despesas com a defesa eram mais ou menos supérfluas. Claro que isso não é verdade. Um País com pretensões mínimas de soberania e independência não pode confiar a sua defesa a terceiros, porque as conjunturas, as alianças e os pressupostos da ordem internacional mudam, sendo necessário que a segurança de um povo esteja acautelada antes de mais nada pelas suas forças armadas nacionais.

A decadência das Forças Armadas não é um fenómeno de hoje. A linha geral tem sido de desinvestimento. Têm-nos valido as missões no exterior que sempre mantêm algum nível de prontidão e atualização de equipamentos nas FA, bem como, obviamente, a nossa participação na NATO. No entanto com o presente governo as coisas chegaram ao ponto mais baixo de sempre.

Quando foi noticiado que no Colégio Militar haveria "discriminação" contra alunos homossexuais, a pessoa que foi nomeada ministro da Defesa correu a considerar a situação "inaceitável" e a exigir - em público - explicações ao CEME. Este não esteva para ser achincalhado em público e demitiu-se. 

No entanto o caso do roubo de armamento pesado na base de Tancos pelos vistos já não é tão grave nem inaceitável. Os Chefes de Estado Maior ficam, tal como o seu responsável político. São as prioridades políticas de um Estado socialista.

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