quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A espiral paranóica da esquerda

A vitória de Trump - como a vitória do Brexit - são acontecimentos que, de acordo com a esquerda e os media que a sustentam, não deveriam ter acontecido. 

Por isso é preciso encontrar explicações para o que se passou, perceber o que "correu mal".

Depois dos ataques velados aos eleitores "brancos" (poderemos considerá-los racistas, ou essa palavra só tem conteúdo quando é usada pela esquerda?) e dos ataques às populações rurais e não licenciadas (haverá aqui alguma ponta de elitismo e classismo?), os grandes educadores das massas dos nossos dias já encontraram o verdadeiro culpado: a Rússia.

Parece mentira, parece inconcebível, parece caricatural mas é mesmo verdade: grandes sectores da esquerda americana e até europeia pelos vistos acreditam e querem realmente fazer-nos crer que a Rússia e uma legião de hackers por ela controlados não apenas manipularam o eleitorado americano com "falsas notícias" como chegaram até às remotas máquinas de voto electrónico em condados perdidos dos Estados Unidos e alteraram o sentido de voto dos americanos.

É grotesco, parece saído das mais desacreditadas mentes conspirativas, mas é realmente aquilo em que muitos liberais acreditam. A Rússia é agora o seu papão, numa escala bem superior àquela em que consideravam a União Soviética uma ameaça no auge da guerra fria e perante o perigo real de conflagração nuclear. 

O ridículo não tem limites.

E no entanto poucas são as vozes que encontramos no espaço público a denunciarem este absurdo. As razões para tal não são difíceis de compreender e chegaremos a elas, mas concentremo-nos por agora nas alegações que são feitas. 


As "notícias falsas". 


Muitos se indignaram nas últimas semanas contra as "notícias falsas" que pululam pela internet e sobretudo as redes sociais por estes dias. Até um cronista prestigiado como David Ignatius do "Washington Post" lhe dedicou um artigo por estes dias, ligando-as à Rússia e à sua "propaganda".

Vejamos: existem "notícias falsas" hoje, como existem há muito tempo. Na era da informação instantânea, a internet promove a difusão de falsidades do mesmo modo que promove as "indignações" sem substância ou mesmo calúnias que se propagam de forma "viral". Esse é um dos perigos da internet que tantos de nós identificaram há já muito tempo.

As "notícias falsas" vêm porém dos mais variados sectores e têm os mais diversos objectivos, desde a propaganda política a fins puramente comerciais. Tal como acontece com outros conteúdos, falsos ou não, desde as "cadeias de email" aos vídeos partilhados. A internet potencia todos esses fenómenos.

Pretender culpar a Rússia por algo que essencialmente é da natureza mesma da internet é um sofisma. O regime de Putin será certamente culpado de muita coisa mas sustentar que este orquestrou uma campanha de "falsas notícias" com o intuito de prejudicar Clinton e que tal campanha teria sido decisiva para a vitória de Trump, é fazer de todos nós (e não apenas dos eleitores) parvos.

O problema aqui é outro - e as vozes que se levantam contra as "falsas notícias" no fundo sabem-no bem. 

O problema é que a esquerda de repente começa a sentir que o seu controlo dos media está a ser posto em causa por uma direita mais agressiva e que para ter voz recorre a meios alternativos - sobretudo a internet. Não tendo os meios bilionários de que dispõem as CNN's e afins (nos EUA a esquerda só não tem o monopólio completo dos media porque existe a Fox News), a direita recorre hoje cada vez mais à internet, verificando-se fenómenos de popularidade como o Breibart News (do agora anatematizado Steve Bannon).

Ora, habituada a controlar o fluxo da informação, a esquerda não gosta deste novo cenário que a vitória de Trump expôs em larga medida: como foi possível que apesar da cobertura negativa permanente, um fluxo ininterrupto de ataques e desqualificações dos media liberais ocidentais contra Trump, a população americana tivesse votado maciçamente neste homem? Onde estavam os apoiantes de Trump que não se faziam ouvir? Certamente não nos media tradicionais... Daí a caça às bruxas e os papões da Rússia e das notícias falsas.

A "preocupação" da esquerda com as "notícias falsas" é por isso algo contra o que precisamos de nos precaver e escudar: é apenas uma forma de tentar  censurar a internet e basicamente silenciar toda a opinião que escape ao unanimismo que quase se verifica já nos media tradicionais. Nenhuma dose de "notícias falsas", supostamente criadas para beneficiar Trump (alegação que em si mesma parece configurar uma "notícia falsa"), seria suficiente para suplantar o fogo cerrado contra Trump que os media dispararam  neste ciclo eleitoral norte-americano (e continuam a disparar).

Os "liberais" querem purgar a internet do que consideram "falsas notícias", actuando como Ministério da Verdade orweliano. Querem instituir uma censura à escala global, na qual lhes caberá sempre a última palavra sobre o que o público deve ou não ler ou ouvir. Cabe-nos resistir a uma tal iniquidade denunciando-a vigorosamente. 


Os pedidos de recontagem dos votos


Uma candidata do partido dos verdes dos EUA que obteve pouco mais de 1% dos votos decidiu pedir a recontagem dos boletins em 3 Estados: Michigan, Wisconsin e Pensilvânia.

É difícil seleccionar onde colocamos o ênfase aqui: se no facto da candidata ter tido 1% e portanto ser irrelevante eleitoralmente e não ter qualquer interesse pessoal na recontagem; se no facto dos 3 Estados seleccionados serem estados onde Trump ganhou (existindo outros onde Clinton venceu por margens menores); se ainda no facto de que apenas uma completa reversão dos resultados nos 3 Estados poderia alterar o desfecho final.

E no entanto, a campanha de Clinton - que antes das eleições se indignou com a possibilidade de Trump não reconhecer imediatamente os resultados ("isso equivaleria a minar a democracia americana", "não é assim que fazemos as coisas na América") - já declarou que participará na recontagem... Isto apesar de não existirem relatos de fraudes ou irregularidades e das margens pelas quais Trump ganhou, apesar de escassas, excederem os limites abaixo dos quais as recontagens são obrigatórias.

Trata-se de uma história mal contada e que leva a  questionar o que estará aqui verdadeiramente em causa.

Como se sabe, paralelamente a estas petições estão a ser feitas pressões e ameaças a vários membros do colégio eleitoral para que defraudem o sentido de voto dos eleitores dos respectivos Estados e votem antes em Hillary Clinton. Caso se conseguissem combinar a reversão dos resultados em pelo menos dois dos três Estados (e não tenhamos dúvidas de que o tentarão fazer, sempre com argumentos de "transparência" e "integridade" do voto mas na realidade não olhando a meios para tentar subverter a contagem feita e os resultados já certificados) e adicionalmente se conseguisse mudar o sentido de voto de alguns eleitores do colégio, Clinton poderia ainda chegar à Casa Branca.

Realisticamente estes esforços não têm possibilidades de sucesso mas o que está aqui em causa - e este é o corolário também da preocupação com as "falsas notícias" e as alegações de "mão russa" nas eleições - é minar desde o início a presidência de Trump, fragilizar o seu mandato e a sua autoridade e apresentá-lo como um Presidente ilegítimo. Afinal de contas algo de contrário à "ordem natural das coisas", a ordem liberal, multicultural, relativista e globalista, aconteceu no mais poderoso e influente país do mundo.

Ninguém sabe o que será uma presidência de Trump e o que nos reservam os próximos 4 anos, mas há um resultado deste ciclo eleitoral que é valioso: a histeria colectiva da esquerda e a espiral paranóica em que a mesma entrou com a vitória de Trump tornaram visíveis as suas tendências totalitárias e as suas intenções quanto a quem não concorda com o seu modelo "inclusivo" e "tolerante": o silenciamento, a difamação e o opróbio social.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Globalismo

"We will never surrender this country or its people to the false song of globalism".
Donald Trump, 2016

sábado, 2 de abril de 2016

A tirania está ao virar da esquina

Algo de perturbador e muito perigoso está a acontecer no Ocidente - Europa e Estados Unidos.
 
A liberdade (de expressão, de pensamento e de manifestação) está em perigo. Não se trata de uma qualquer paranoia ou teoria da conspiração, mas de uma realidade que demonstrarei com factos inequívocos.
 
O primeiro passo para a limitação da liberdade foi o de criar leis específicas (em vigor em todos os países ocidentais, Portugal incluído) para "proteger" certos grupos. No essencial trata-se da legislação relativa aos "crimes de ódio" e de "incitação" `violência contra esses grupos.
 
Os grupos são, como é fácil de antecipar, as "minorias".

Este foi o primeiro passo. A partir daí o delito de opinião está legalmente instituído e a tirania está preparada.

Quer isto dizer que eu sou a favor da violência contra as minorias? Claro que não. Mas as minorias estão protegidas como qualquer cidadão de qualquer acto de violência, incluindo violência verbal (a injúria). A instituição dos supostos crimes de ódio serve apenas para silenciar qualquer oposição às ideias vigentes e demonizar os seus proponentes.

Por exemplo, relativamente à minoria homossexual, cuja agenda política vai ao arrepio do que a maioria pensa, a maioria está amordaçada e silenciada, porque qualquer divergência dos pontos de vista da agenda gay é imediatamente apelidada como "homofóbica" e a homofobia é um crime.
 
É bom termos noção disto. Qualquer afirmação que não repita linha por linha os dogmas da agenda homossexual, incluindo a de que um casamento deve ser entre um homem e uma mulher, pode já ser criminalizada. Uma pessoa pode ser presa por dizer algo tão evidente como isso. Onde já se viu alguém ser preso por sustentar uma posição sua, uma convicção, uma opinião? Apenas nos regimes totalitários... até agora.
 
Outro exemplo é a "islamofobia". Um "crime" inventado para impedir que as verdades sejam ditas relativamente ao extremismo islâmico, permitindo que o ambiente favorável ao terrorismo continue a existir. Com as consequências que estão à vista em países como a França, a Inglaterra e agora a Bélgica.
 
Todos os dias em que há atentados terroristas na Europa, passado o primeiro choque, horror e raiva, temos que ouvir repetido dezenas de vezes por dia que o terrorismo não tem nada a ver com a religião islâmica, nada a ver com árabes, etc. etc. Tem então a ver com quê?
 
A tirania está ao virar da esquina e é bom que os Europeus comecem a perceber bem o que está a acontecer.

No dia de Ano Novo centenas de mulheres foram molestadas na Alemanha e noutras cidades europeias e algumas foram mesmo violadas. No entanto os media foram instruídos para nada dizerem e durante dias tudo foi escondido e silenciado, até o escândalo rebentar. Polícias alemães foram objecto de processos internos por supostamente terem permitido que a notícia chegasse ao público.
 
Em França, na cidade de Calais, os "migrantes", os supostos refugiados, amontoam-se sem condições mínimas, lançando o caos nas ruas e aterrorizando as populações locais. A polícia nada faz. Mas quando um grupo de cidadãos franceses locais quis fazer uma manifestação, foram rodeados por polícia e polícia de choque, equipada com tudo e mais alguma coisa, que os impediu de sair do local de reunião, os agrediu com bastonadas e gás pimenta, prendeu vários manifestantes pacíficos e dispersou até à última pessoa. A mesma polícia que, quando os "refugiados" fizeram uma manifestação que tratou de agredir os locais, quase entrando pelas suas casas dentro, não se viu em parte nenhuma. Os vídeos destas situações estão no youtube e são claríssimos.
 
A mensagem parece clara: as élites políticas decidem o que querem. Primeiro inundam a Europa com milhões de muçulmanos, alguns certamente pacíficos e a procurarem uma vida melhor (ainda que não exactamente da Síria, de onde menos de metade são oriundos), mas muitos com intenção clara de matar europeus e lançar o caos no Ocidente. Depois silenciam os seus cidadãos, seja através dos tribunais e das falsas leis de repressão da liberdade de expressão, seja através das polícias com uma repressão violenta de qualquer manifestação de desagrado dos cidadãos. Finalmente com o terrorismo a aumentar (que surpresa...), tal como a violência interétnica irão retirar-nos ainda mais liberdade sob o pretexto de nos protegerem (quando a causa da nossa insegurança são precisamente as suas políticas). 

A tirania está mesmo ao virar da esquina.

terça-feira, 22 de março de 2016

Irão os Europeus finalmente acordar?

Infelizmente penso que não. Toynbee dizia que as civilizações não se extinguem por serem conquistadas mas sim por se suicidarem. A civilização ocidental entrou em modo de suicídio colectivo. Os minutos de silêncio, as declarações de repúdio e as manifestações de pesar não vão resolver problema nenhum. As causas e os agentes estão perfeitamente identificados mas insiste-se não apenas em não agir para resolver mas até em agravar o problema. É isto que os líderes europeus, uns mais do que outros, mas todos sem excepção, têm feito. Hollande parece ter percebido (tarde) mas Merkell persiste no erro. E mesmo entre as populações ocidentais muitos continuam a enfiar a cabeça na areia e a fingir que não sabem qual é o problema. Ou a sugerir que não há solução possível. Já aqui disse que Trump pelo menos tem a coragem de colocar o dedo na ferida e estar pronto para tomar medidas radicais. Na Europa pelo contrário o que com toda a probabilidade se irá fazer é retirar ainda mais as nossas liberdades, as liberdades das pessoas decentes, das pessoas pacíficas, dos europeus propriamente ditos, para que os criminosos, os terroristas possam viver entre nós. Nem com um desenho à frente esta gente aprende. Qual a parte de "vamos matar os 'infiéis'" é que nós ainda não entendemos?

sexta-feira, 18 de março de 2016

Não sei bem o que pensar de Trump

Não tenho ainda uma opinião definitiva acerca de Donald Trump.
Por um lado aprecio a sua coragem em dizer o que mais ninguém se atreve - em muitos casos verdades evidentes. Aprecio o desassombro com que arrasa o politicamente correcto que ameaça eliminar a liberdade de expressão no Ocidente. Concordo com muitas das suas propostas, como repor o controlo de fronteiras, fazer cumprir as leis, ter um sistema de saúde nos EUA que não exclua ninguém e ter um Estado minimalista (embora estas duas últimas possam ser mutuamente exclusivas...).
Não ignoro porém o seu tom populista, os seus traços de demagogo e de autoritarismo e preocupam-me os seus excessos que já levaram a alguns comportamentos lamentáveis por parte dos seus apoiantes.
Observando o domínio que os liberais progressistas, em muitos casos com os mesmos tiques totalitários e intolerantes, detêm sobre os media (com raríssimas excepções, como seja o caso da Fox News, um canal entre dezenas que mesmo assim muitos desejam silenciar), pergunto-me se não será realmente necessário um bulldozer como Trump para mudar o estado de coisas.
Por outro lado, a tensão aumenta, tal como o divisionismo. Esta herança de Obama, que se apresentou como uma espécie de Messias que ia curar todos os males dos EUA e reconciliar toda a população e deixa um País dividido e enraivecido, com tensões raciais em picos históricos, é talvez já irreversível. 

A destruição do homem

O avanço tecnológico que caracteriza as nossas sociedades está a transformar a humanidade de um modo descontrolado e sem que tenhamos qualquer ideia de qual venha a ser o respetivo resultado final.

É sempre assim com a tecnologia: a electricidade, o comboio, o carro, os computadores, todas estas invenções extraordinárias mudaram as nossas sociedades e o nosso modo de vida de modos que não antecipávamos.

Em virtude dessas e de outras invenções ou avanços que nos trouxeram grande conforto e benefícios materiais, a maioria esmagadora têm uma visão muito optimista do progresso e da evolução tecnológica, o que se compreende perfeitamente. É indiscutível que o conforto material do homem moderno, não apenas em termos de bens de consumo mas igualmente no tocante ao progresso da ciência médica, é hoje muito superior ao das gerações antepassadas.

No entanto com o desenvolvimento da tecnologia a um ponto em que esta se torna omnipresente nas nossas sociedades a transformação poderá ser ainda mais profunda do que no passado, mudando radicalmente a forma como percebemos e nos relacionamos com o mundo.

Curiosamente já se começa hoje a falar de "trans-humanismo" e - é mesmo verdade - de direitos ciborgues. É o horror à vista.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A caminho da tirania

A nossa sociedade moderna ocidental começa a ser uma farsa, um mundo de mentiras e falsidades.

Os media que supostamente consagravam o direito à informação e ao esclarecimento do público e simultaneamente a livre opinião, estão a transformar-se em agentes activos do envenenamento do público e de formatação da sua mentalidade.

Dentro de duas gerações, a continuar este estado de coisas, a humanidade estará pronta para a completa abominação, cuja forma não consigo antecipar mas que será seguramente uma catástrofe superior a tudo o que a história já testemunhou.

De onde vem este catastrofismo?

Muito simplesmente da constatação dos factos. A engenharia social, a promiscuidade dos relacionamentos e o relativismo moral, a ignorância e a iliteracia funcional, a cada vez maior superficialidade e consequente excentricidade do ser humano estão a tornar as pessoas em seres epidérmicos, facilmente manipuláveis.

Os media de hoje repetem mentiras e formatam as mentes como centrais globais de propaganda. 

Depois os idiotas, o conjunto de gente acéfala que passa horas a olhar para fotografias e comentários imbecis nas "redes sociais", que se "indigna" com coisas de cujos verdadeiros contornos não faz a mais pequena ideia, os idiotas cuja "cultura" vem desses media, interiorizam e defendem essas mentiras como sua tropa peã. Esta gente faz depois o trabalho de censura social que começa a assumir contornos de linchamento social.

Essa gente defenderá o "politicamente correcto" tanto mais fanaticamente quanto mais "informada" achar que é - isto é quanto mais entoxicada estiver pelos media e os opinion makers. "Politicamente correcto" significa opinião dominante mas sobretudo mentalidade dominante.

Os "factos" nunca são neutros em si pois face aos biliões de factos diários os media seleccionam apenas alguns como "notícias". Os factos são sempre apresentados num determinado contexto que oferece ou sugere uma determinada interpretação. Por isso os imbecis estão sendo alimentados para concluirem num determinado sentido e participarem da tal mentalidade dominante achando ainda que são muito "livres" porque muito "informados".

Acresce que as notícias "globais", ou seja notícias de tudo quanto acontece no mundo não têm qualquer utilidade para as pessoas. Nós não temos uma mentalidade que nos permita abarcar e lidar com o que se passa em todo o mundo. A dose de notícias deve por isso ser moderada. Com excesso, as pessoas tornam-se desequilibradas, neuróticas. Começam a ter a ilusão de viver realidades que nada têm que ver consigo, a indignar-se por tudo e por nada, a viver em permanente ansiedade.

Mas para além disto, os media propagam, nalguns casos conscientemente, opiniões de alguns grupos de interesse ou mesmo mentiras que apresentam como se fossem factos.

Os "estudos" que "mostram", "demonstram" ou "provam" determinadas coisas são sempre falsidades que alguém introduz no sistema de uma forma deliberada e para fazer prosseguir determinada agenda (abortista, gay, pro-drogas ou outras) que depois os media reproduzem, sabendo ou não sabendo que estão a propagar falsidades.

Dado este rumo que as coisas seguem, dado o ritmo alucinante com que a realidade avança, prevejo que antes ou a par de se gerar um total caos, resultado da desagregação em curso na nossa sociedade, uma tirania de tipo nacional-socialista ou uma guerra cataclísmica tenha lugar. 

A falta de referências morais, a irreligiosidade das pessoas e a sua total incapacidade para pensar, reflectir e fazer uma imagem correcta da realidade, os avanços vertiginosos da tecnologia, com todas as ramificações que isso tem para a vida física e mental das pessoas, estão a conduzir o mundo a um ponto de grande perigosidade e a abrir caminho para essa tirania monstruosa e a guerra generalizada. 

É importante que cada um de nós, ainda que não podendo fazer muito para evitar esta marcha, não seja porém um agente, por acção ou omissão, da desagregação da sociedade promovendo tudo o que é destrutivo e abrindo caminho ao desastre. Há que ter coragem para nos opormos à multidão que carrega os estandartes da selvageria e da barbárie, ainda que escondidos sob a manta de certos chavões muito politicamente correctos e adorados como ídolos pela mentalidade moderna. Saibamos ver, reconhecer e denunciar o que se está passando.